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01/07/09
Sociedade organizada de Ilhéus discute o Projeto Porto Sul
A implantação do complexo intermodal Porto Sul em Ilhéus foi objeto de discussão que contou com a participação do prefeito Newton Lima e representantes da sociedade organizada. O prefeito se pronunciou sobre a importância do projeto que tem o objetivo de retomar o crescimento e o desenvolvimento da região como gerador de emprego e renda. Relatou que participou em Salvador de recente reunião com secretários municipais e assessores estaduais e prefeitos de Itabuna, Uruçuca e Itajuípe para discutir questões ligadas ao projeto e buscar soluções em conjunto através de planejamento integrado contemplando os municípios do seu entorno. A reunião em Ilhéus aconteceu no auditório da Associação Comercial e contou ainda com as participações de representantes de segmentos comerciais, da indústria, clubes de serviços, lojas maçônicas, sindicatos e órgãos de representação de profissionais liberais

Na palestra, em Ilhéus, o secretário de Desenvolvimento Econômico Alfredo Landim, lembrou que a economia cacaueira já chegou a representar 70% da arrecadação da Bahia, preliminarmente à implantação do pólo petroquímico de Camaçari e atualmente representa menos de 3%. Lembrou que 10 municípios da região metropolitana detém 50% do PIB estadual enquanto 53 municípios do Litoral Sul e 23 da região Oeste da Bahia, detém juntas apenas 10,6%, “e este projeto poderá contribuir em muito para reduzir estas desigualdades regionais e reverter este quadro socialmente injusto”.

No que se refere a construção da ferrovia, disse que há previsão de que em julho de 2011 seja inaugurado o trecho Caetité-Ilhéus. Em julho de 2012 o trecho Barreiras-Caetité e até dezembro de 2002 o trecho Figueirópolis, no estado do Tocantins a Barreiras. As matérias-primas e produtos serão transportados pela ferrovia, a exemplo de minérios de ferro, grãos e farelos, álcool, açúcar, algodão, carvão mineral, cimento, madeira de reflorestamento, papel, celulose e dentre outros.

Através de diagnóstico Alfredo Landim disse que até 2019 o complexo intermodal vai criar cerca de 4 mil e 513 empregos em outros estados, 9 mil e 951 na Bahia e 39 mil e 912 empregos nos municípios de influência de todo o projeto. “O turismo de negócios ampliará a disponibilidade de vôos, melhorando a viabilidade do fluxo de turismo em maior escala, reduzindo a sazonalidade no parque hoteleiro. A área do porto definitivamente ficará em Ponta da Tulha, abrangendo área de 1.771 hectares para o porto e 756 hectares para o futuro aeroporto internacional”.Ainda de acordo com o secretário, os investimentos na área ambiental até 2019 vão alcançar cerca de 30 milhões de reais com investimentos na melhoria na APA da Lagoa Encantada e Rio Almada, ampliação e regularização do Parque Estadual do Conduru.

Sobre a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, em 2006 o número de países com ZPE alcançava 130 com 3.500 empresas instaladas, empregando 66 milhões de pessoas. Para instalar ZPEs os investidores buscam os países que oferecem menores restrições e os melhores incentivos fiscais. O Brasil começa a ser escolhido para implantação dessas zonas por apresentar estabilidade econômica, perspectivas de desempenho econômico acima da média mundial e diversificação na sua economia”, afirmou.

Destacou ainda Landim que, “outro ponto considerado importante é o fato de Ilhéus possuir condições adequadas para a implantação do porto off shore (três quilômetros da praia) com profundidade de 19 metros e aeroporto internacional, além de ZPE, enquanto a região oeste e outras circunvizinhas possuem oferta substancial de grãos e minérios, respectivamente. Com o projeto aumentarão os investimentos nas duas regiões com maior número de empresas instaladas, gerando maior arrecadação de tributos para os municípios e empregos”.

Explica Alfredo Landim que as empresas instaladas em ZPEs prioritariamente devem exportar, no mínimo, 80% do que industrializam, gozando de incentivos tributários e cambiais, além de procedimentos aduaneiros, durante 20 anos. “Os objetivos básicos são atração de novos investimentos, com redução dos desequilíbrios regionais, aumento das exportações e geração de emprego e renda. Foi aprovada a implantação da ZPE em Ilhéus pelo fato de haver logística adequada, área disponível para a ZPE e disponibilidade mínima de infraestrutura e de serviços”, garantiu.

AEROPORTO - Sobre o novo aeroporto internacional, o secretário disse que as vantagens que trarão para a região será a viabilização de investimentos em todos os setores da economia, aumento no número de vôos e horários adequados, redução no preço de passagens e pouso de aeronaves de maior tamanho com aumento na oferta para passageiros e carga.

Alfredo Landim explicou que o novo aeroporto proporcionará fluxo de turismo do exterior, com fretamento ou vôos charters, permissão de alfandegamento, o que aumentará a receita municipal. “O importante agora é que o governador Jaques Wagner inicie o processo do aeroporto com o pagamento da desapropriação da área e imediata licitação para o inicio das obras deste equipamento, que definitivamente acelerará o crescimento desta região”, salientou.

Encerrando a reunião, o prefeito Newton Lima enfatizou que o seu governo é a favor da implantação do Complexo Intermodal “e a sua implantação irreversível como afirmou o governo estadual”. Informou também que é a favor de um projeto de desenvolvimento sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental. Finalmente conclamou a sociedade organizada de Ilhéus a aperfeiçoar este grande projeto que beneficiará á todos os municípios envolvidos e promoverá finalmente o desenvolvimento econômico tão esperado por estas duas regiões da Bahia.

Fonte: ASCOM
 
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