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15/07/2010
O Sul da Bahia receberá cooperativa de cacau e chocolate
A cooperativa será criada pelos produtores de cacau do Sul do Estado.

Após a crise do cacau no sul da Bahia e o aumento da dívida dos produtores, várias soluções para alavancar a produção foram apresentadas. Porém, hoje a que se mostra mais viável e que os produtores estão apostando, é a criação de uma cooperativa para fortalecimento da região o que pode facilitar o beneficiamento de ações do governo.


O objetivo da cooperativa é transformar amêndoas de cacau em chocolate mudando assim a característica da região que atualmente vende a matéria-prima que são as amêndoas e compra o produto final que é o chocolate. A cooperativa será exclusiva para produtores de cacau da região que integralizarem o capital na instituição.


A fábrica será instalada na rodovia Ilhéus – Itabuna, onde a visão será destacá-la como rodovia temática do chocolate. Segundo o presidente da Biofábrica de cacau Henrique Almeida em entrevista a TV Mercado esta será um diferencial para a região: “A fábrica será moderna, aberta ao público, onde as pessoas vão ver o cacau entrar por um lado e sair chocolate por outro. Essa é a concepção da ideia e será gerido por essa cooperativa que é o braço da associação dos produtores de cacau”.


A associação visa também identificar geograficamente a região, com o cacau sendo um diferencial em todo o mundo, como afirmou Almeida: “Este é um projeto que nasceu na UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), no Instituto Cabruca e nós abraçamos desde o começo. Estamos trabalhando com o apoio maciço da SEAGRI e do SEBRAE e isto é um projeto que vamos socializar o máximo possível”.


Vale salientar que a dívida dos produtores de cacau ainda dificulta o crescimento da região, mas, medidas estão sendo tomadas para que esta situação seja normalizada, a exemplo do PESA. Uma resolução que autoriza a renegociação de dívidas originárias de crédito rural sob condições especiais, vedada à equalização de encargos financeiros pelo Tesouro Nacional, que foi reformulado e ampliado para 20 anos a carência do pagamento.


Segundo Almeida, estas mudanças já vêm gerando bons resultados aos produtores: “Inclusive eu posso dizer isso em primeira mão que já existem contratos feitos este mês no banco do Nordeste que visa renegociar a dívida com esses prazos e já saiu o recurso do financiamento novo, e já foi até creditada na conta da Biofábrica a venda de muda de produtores que estão tomando este dinheiro”, afirmou Almeida.

Assista esta reportagem na íntegra através do link:



Fonte: Mercado do Cacau


www.mercadodocacau.com.br

 
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